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quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Confissões de uma criança acima do peso.


 

Entrevista por: Suzi Freitas
Entrevistada: Aissa Cristina Araújo
Fotografa: Ana Lúcia Pinheiro 
 
Existe um rótulo taxado pela maioria da sociedade que tem afetado até mesmo as crianças, onde o padrão de beleza a ser seguido é muito "alto". Ser magro hoje é quase um prė requisito para ser bem aceito na sociedade, caso contrário você será isolado por não estar de acordo com os "padrões de beleza", é claro, há exceções, mas são raros os casos aonde pessoas que estão acima do peso se sentem acolhidas e aceitas como realmente são.
Aissa Cristina Araújo tem 10 anos e mora na região metropolitana de Belém, no estado do Pará. Em uma breve entrevista, apesar da pouca idade, Aissa relata o quanto é difícil viver em sociedade quando se está acima do peso. Aissa confessa ter poucas amigas e não é difícil entre uma brincadeira e outra surgirem piadas zombando do seu peso. Aissa mora com seus pais e mais duas irmãs, sendo que uma delas se preocupa em seguir o tal "padrão de Beleza". Aissa relata que a frustação com seu peso elevado ainda é maior, pelo fato de que uma de suas irmãs, que tem quase a sua idade, ser muito mais magra do que ela. Além de sofrer Bullying na escola e em outros locais públicos, chega também a sofrer com as brincadeiras de sua irmã relacionadas ao seu peso. Aissa é uma criança, que na minha opinião, linda, educada, inteligente e bem discreta, seu único defeito é não reconhecer e nem aceitar suas qualidades, e isso me faz pensar em como vai ser durante sua adolescência, se isso irá acarretar problemas psicológicos, como exemplo a baixa autoestima.  Eu posso garantir que não é fácil sofrer tanta pressão com o seu peso nesta idade. Comigo não foi diferente e devido esses fatores cresci vivendo em um mundo de dietas e vivo até hoje, mesmo sendo magra. Já sofri vários distúrbios de alimentares devido ao meu peso, fases em que comida era um “bicho papão” para mim e não mudou muito, pois o medo de voltar a engordar e escutar as mesmas piadinhas de antes me apavoram. Eu vejo na Aissa a mesma criança que eu fui, taxada pela sociedade apenas pelo peso. Aissa finaliza a entrevista com a simples e impactante frase: " Se não zombassem do meu peso, eu Estaria bem!" 

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